Pele de vidro é uma solução de fachada que busca leitura contínua e predominância de superfícies envidraçadas. Seu desempenho depende de painéis, perfis, ancoragens, juntas, vedação e drenagem.
Modulação
A divisão dos painéis precisa acompanhar estrutura, dimensões fabricáveis, peso, transporte e aparência. Peças grandes reduzem linhas visuais, mas aumentam exigências de movimentação.
Perfis e ancoragens
Os perfis recebem o vidro e transferem ações para a construção. Ancoragens precisam considerar vento, peso próprio, dilatação e tolerâncias da obra.
Juntas
Folgas permitem acomodar movimentações e variações dimensionais. Juntas insuficientes podem concentrar esforços; excessivas podem comprometer vedação e acabamento.
Drenagem
A água que ultrapassa a primeira barreira precisa encontrar caminhos controlados de saída. Drenos obstruídos ou ausência de escoamento favorecem infiltração e umidade nas bordas.
Controle solar
Grandes áreas transparentes exigem análise de luz e calor. A escolha do vidro deve considerar orientação e uso interno.
Manutenção
Selantes, gaxetas, drenos e fixações precisam ser inspecionados. O acesso para limpeza e substituição deve ser previsto desde o projeto.
Conclusão
Pele de vidro não é apenas aparência. Modulação, estrutura, água, calor e manutenção determinam o funcionamento da fachada.
